Moradores de diferentes regiões de Patos de Minas enfrentavam, nesta quarta-feira (4), problemas no abastecimento de água. Há relatos de famílias que estavam há até quatro dias sem fornecimento nas torneiras.
Sem previsão de quando o serviço seria totalmente restabelecido, moradores passaram a buscar água em uma antiga bica no bairro Lagoinha. No local, eles formaram filas para encher baldes, panelas, garrafas PET e outros recipientes.
A falta de água compromete atividades básicas, como preparar alimentos, tomar banho e beber. O espaço, que no passado era utilizado por lavadeiras, voltou a ser uma alternativa para quem não conseguia esperar pela normalização do abastecimento.
Um morador do bairro Laranjeiras, identificado como Samuel, contou que estava sem água desde domingo (1º). Segundo ele, familiares chegaram a deixar a própria casa para se hospedar em um hotel, devido à falta de condições básicas de higiene e à necessidade de manter a rotina de trabalho.
Uma moradora relatou que não estava conseguindo tomar banho e precisava usar a água que havia restado em um balde para preparar as refeições. De acordo com ela, moradores de prédios próximos também estavam comprando água para abastecer as caixas dos imóveis.
A situação continuava mesmo após a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informar que o abastecimento seria normalizado ao longo de terça-feira (3). Em comunicado anterior, a empresa afirmou que os reservatórios haviam recuperado volumes considerados regulares e que equipes realizavam manobras operacionais para reduzir os impactos da interrupção.
A Copasa também havia informado que a retomada ocorreria de forma gradual. Imóveis localizados em regiões mais baixas seriam abastecidos primeiro, enquanto os pontos mais altos poderiam levar mais tempo para receber água.
Apesar da previsão, moradores ainda relatavam torneiras secas nesta quarta-feira (4), quando algumas famílias já acumulavam quatro dias de dificuldades. A produção solicitou um novo posicionamento à Copasa sobre a situação e questionou quando o fornecimento seria completamente restabelecido. Até a publicação da reportagem, a companhia não havia enviado uma nova resposta.
As informações são do Paranaíba Mais, com crédito da imagem ao Patos Hoje.











