Após sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. Instalado no Complexo Porto Futuro, o espaço foi inaugurado em outubro do ano passado como parte do legado cultural da COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima sediada na capital paraense.
A mostra de longa duração, “Amazônias no Plural”, ocupa o térreo do museu e aborda a diversidade amazônica. O percurso acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes, que retratam a formação do território e as relações entre passado, presente e futuro.
Entre as obras está a instalação imersiva “Diversidade como Essência”, da artista visual Roberta Carvalho. Segundo ela, o trabalho conecta natureza e seres humanos por meio de projeções nas paredes e no piso, além de um móvel de miriti ao centro. Um vídeo apresenta a história desde o impacto de um grande asteroide na Terra, passando pela formação do território, pela diversidade de espécies e por imagens de povos, florestas e cidades.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, afirmou que a concepção do museu foi resultado de um processo de escuta com organizações e representantes de diferentes países amazônicos, e não apenas do Brasil. O objetivo foi identificar as histórias que deveriam ser contadas e definir a perspectiva da exposição.
O artista marajoara Ronaldo Guedes também participa da mostra com um painel ligado à memória e à ancestralidade da cerâmica da Ilha do Marajó. A obra aborda a cosmologia indígena da cobra-canoa, figura que teria levado a argila e a distribuído entre as comunidades para a produção de cerâmica.
Além da exposição permanente, o museu reabriu com a mostra temporária “Água, Pantanal, Fogo”, que reúne fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani sobre a crise climática.
O curador Eder Chiodetto explicou que a exposição estabelece um contraste entre a força da vida no Pantanal, representada pelas imagens subaquáticas de Luciano Candisani, e os incêndios criminosos que atingem o território. A proposta, segundo ele, é estimular a consciência a partir desse contraste.
O Museu das Amazônias funciona de quinta-feira a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
Com informações da Rádioagência Nacional.











