A Polícia Militar prendeu, na quarta-feira (4), um homem de 26 anos suspeito de agredir e torturar a própria companheira, também de 26 anos, em Uberlândia. Conforme o boletim de ocorrência, ao qual o a fonte original teve acesso, as agressões físicas e psicológicas duraram cerca de 13 horas. O caso foi registrado como tortura e lesão corporal.
Segundo o relato, a vítima estava na casa de um conhecido da família quando o companheiro chegou ao local. Desconfiado de uma possível traição, ele teria chamado por ela insistentemente no portão e, depois, ordenado que entrasse no carro para que os dois voltassem para casa.
Durante o trajeto, o homem teria agredido a mulher com tapas, chutes e tentativas de estrangulamento. Na estrada de acesso ao Assentamento Rio das Pedras, onde o casal mora, ele teria aberto a porta do veículo e jogado a vítima para fora com o carro ainda em movimento. Em seguida, conforme o boletim, ordenou que ela entrasse novamente no automóvel.
Já na residência, a violência teria continuado com socos e chutes no rosto e na cabeça, além do uso de alicates, martelo e outros instrumentos. As agressões se estenderam pela tarde, noite e madrugada.
Ainda de acordo com o relato da vítima, o suspeito ligou para o conhecido da família, colocou o telefone no viva-voz e a obrigou a falar sobre a suposta traição, exigindo que confirmasse o envolvimento. Ele também teria queimado as roupas dela.
No início da manhã seguinte, quando o homem saiu para trabalhar, a mulher conseguiu pedir ajuda. Os policiais identificaram diversos hematomas pelo corpo e perceberam que ela estava muito assustada com a possibilidade de o suspeito retornar.
Sem familiares ou pessoas conhecidas por perto, a vítima foi acolhida em uma escola municipal, onde buscou os três filhos, de 6, 8 e 6 anos — dois deles de um relacionamento anterior. Depois, ela e as crianças foram levadas à Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do bairro Planalto, onde a mulher recebeu atendimento médico.
Durante as diligências, a Polícia Militar localizou o suspeito em uma obra no bairro Jardim Patrícia. Ele recebeu voz de prisão em flagrante por tortura.
A vítima também relatou que o homem teria dito frases como “se não for minha, não será de mais ninguém”. Ela afirmou ainda que era perturbada, perseguida e vigiada nos locais que frequentava, além de ser proibida de visitar familiares e amigos, trabalhar ou estudar. Segundo o relato, o suspeito também impedia o acesso dela a dinheiro, conta bancária e documentos pessoais.











