O julgamento de Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, por suposto tráfico de menor, foi suspenso nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026. A suspensão ocorreu após sua ausência no tribunal, onde ele é acusado de manter um relacionamento com uma adolescente de 15 anos, com quem teria uma filha.
A Procuradoria boliviana alega que os pais da suposta vítima consentiram com a relação em troca de benefícios. Morales, que se encontra na região cocaleira do Chapare, está protegido por milhares de camponeses que o apoiam e tentam evitar sua prisão.
Contexto do Caso
O ex-presidente já havia sido declarado à revelia em janeiro de 2025, após não comparecer a uma convocação judicial. Essa condição pode atrasar o início do processo até que ele se apresente, exceto em casos de corrupção, conforme explicou o juiz Luis Ortiz Flores.
A defesa de Morales argumenta que a ausência de notificação adequada inviabiliza sua presença no tribunal. O advogado Wilfredo Chávez afirmou que a convocação não foi enviada ao domicílio do ex-presidente, mas publicada em um decreto oficial.
As acusações contra Morales não são novas; uma investigação semelhante foi arquivada em 2020. O caso foi reativado em 2024, agora sob a alegação de tráfico de pessoas, o que traz à tona questões sérias sobre a proteção de menores na Bolívia.
Esse desdobramento judicial tem repercussões significativas não apenas na Bolívia, mas também na América Latina, onde questões de direitos humanos e proteção infantil são frequentemente debatidas. O Brasil, como vizinho e parceiro regional, pode ser impactado por possíveis mudanças nas relações diplomáticas e comerciais, dependendo do desenrolar deste caso.
O futuro de Evo Morales e a resolução deste caso podem influenciar a política interna da Bolívia e, consequentemente, afetar a dinâmica regional. A comunidade internacional observa atentamente, dada a relevância do tema e suas implicações para a proteção dos direitos humanos na região.











