Uma manifestação de alunos da Universidade de São Paulo (USP) resultou em confusão com vereadores do União Brasil nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026. O ato ocorreu na Praça da República, após a Polícia Militar desocupar a reitoria da universidade, levando à intervenção policial com o uso de gás de pimenta para dispersar os manifestantes.
A manifestação estava programada para coincidir com uma reunião dos reitores da USP, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Unicamp. No entanto, o tumulto gerado pelos confrontos entre os estudantes e os vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge resultou no cancelamento do encontro.
Os vereadores chegaram ao local e, segundo relatos, provocaram os estudantes, o que gerou reações acaloradas. Rubinho Nunes negou ter iniciado a provocação, alegando ter sido agredido sem motivo. Entretanto, um vídeo que circula nas redes sociais mostra Adrilles e o influenciador Robson Fuinha discutindo com os manifestantes antes do tumulto.
Conflito e Repercussões
Durante a confusão, Fuinha foi atingido por um líquido e reagiu de forma agressiva, enquanto Rubinho foi empurrado e começou a chutar um estudante. A situação se agravou após uma violenta ação da Polícia Militar que encerrou a ocupação da reitoria, resultando em feridos e detenções.
Quatro alunos foram detidos e levados ao 7º Distrito Policial, mas foram liberados horas depois, após pressão de outros estudantes. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) informou que cinco alunos ficaram feridos, sendo que um deles permanece hospitalizado.
O movimento grevista dos estudantes exige a abertura de uma mesa de negociação com o novo reitor, Aluísio Segurado, que assumiu o cargo em janeiro. Entre as reivindicações estão o aumento dos auxílios de permanência estudantil e a ampliação de políticas de inclusão, além da criação de cotas para pessoas trans e a adaptação de programas para candidatos com deficiência auditiva.
A situação revela um clima de tensão nas universidades, onde os estudantes buscam diálogo e melhorias nas condições de ensino. O desdobramento dos eventos em São Paulo poderá impactar as relações entre a administração da USP e os alunos, além de influenciar futuras ações de mobilização.











