A bolsa brasileira encerrou o pregão desta segunda-feira (11) com queda de 1,19%, refletindo a cautela dos investidores diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O índice Ibovespa fechou aos 181.908 pontos, o menor nível desde 27 de março, pressionado por ações sensíveis a juros e pela alta do petróleo.
O dólar, por sua vez, teve uma leve baixa de 0,10%, fechando a R$ 4,891. Apesar da estabilidade no mercado local, a moeda americana se valorizou frente a outras divisas emergentes, após os EUA rejeitarem uma proposta do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Impactos no Mercado Financeiro
A queda do Ibovespa foi influenciada pelo avanço do petróleo e pela piora nas perspectivas inflacionárias, que reduziram o otimismo em relação ao mercado acionário. Mesmo com a divulgação de balanços corporativos considerados robustos, as ações de grandes empresas sofreram perdas significativas.
Os investidores estão atentos à saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira, que se intensificou nos primeiros dias de maio. A continuidade da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de manutenção de juros elevados nos EUA também contribuem para um ambiente de aversão ao risco.
O dólar futuro para junho permaneceu praticamente estável na B3, enquanto o Boletim Focus, do Banco Central, indicou uma leve redução na projeção para a moeda no fim do ano, de R$ 5,25 para R$ 5,20. A baixa liquidez do pregão e a incerteza geopolítica limitaram apostas mais ousadas.
Com o impasse diplomático, o preço do petróleo voltou a subir no mercado internacional. O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 2,88%, fechando a US$ 104,21, enquanto o WTI subiu 2,78%, para US$ 98,07. Essa valorização reforça as preocupações com a inflação global e seus possíveis impactos na economia.
As tensões internacionais estão no centro das atenções, especialmente após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou a proposta iraniana como “totalmente inaceitável”. O cenário atual aumenta as incertezas sobre a economia mundial e a possibilidade de novos desdobramentos no conflito.











