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PEC de anistia é proposta pelo PL enquanto recurso de Bolsonaro avança no STF
Imagem: Reprodução
Uberlândia

PEC de anistia é proposta pelo PL enquanto recurso de Bolsonaro avança no STF

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Uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) de anistia e o desdobramento no julgamento de Jair Bolsonaro estão movimentando o cenário político e jurídico nesta segunda-feira (11). O Partido Liberal (PL) está articulando uma proposta que visa anistiar condenados pelos atos de 8 de janeiro. Simultaneamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) designou o ministro Nunes Marques, indicado pelo ex-presidente, para relatar uma ação de anulação de pena.

A PEC de anistia foi apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. O texto propõe o perdão de condenações relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes, abrangendo crimes como dano ao patrimônio público e tentativa de golpe de Estado. Essa iniciativa surge em resposta à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu os efeitos de uma lei que revisava as penas dos envolvidos nos atos, o que poderia alterar o tempo de cumprimento das penas.

Sóstenes justificou a proposta afirmando que ela busca enfrentar o que considera uma interferência do Judiciário nas decisões do Congresso. Ele argumentou que a suspensão da lei desrespeita a autonomia do Legislativo e a separação dos Poderes, além de buscar corrigir distorções nas punições aplicadas. Para que a PEC seja protocolada, são necessárias ao menos 171 assinaturas, e, após isso, ela passará por comissões antes de ser votada no plenário da Câmara.

Enquanto isso, o processo envolvendo Jair Bolsonaro também avança. O ministro Nunes Marques foi escolhido para relatar o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente, que busca anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão imposta no ano passado. O caso será analisado pela Segunda Turma do STF, composta por cinco ministros, mas ainda não há data definida para o julgamento.

A defesa de Bolsonaro argumenta que houve erro no julgamento, questionando a ausência de análise pelo plenário do Supremo e a validade da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. A análise desse pedido pode impactar o rumo do caso e intensificar o debate sobre os procedimentos adotados no julgamento, refletindo a tensão institucional e mantendo o tema em evidência nas discussões políticas e jurídicas do país.

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