Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, foi condenado a pagar R$ 20 mil em danos morais por suas declarações sobre o PT, nas quais afirmou que o partido teria organizado os atos golpistas de 8 de Janeiro. A decisão foi proferida pelo juiz Wagner Pessoa Vieira, da 5ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026.
As declarações de Valdemar ocorreram durante sua participação no Rocas Festival 2025, em Itu, São Paulo. Ele afirmou que “quem começou o quebra-quebra foi um povo do PT”, referindo-se à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. O juiz considerou que as afirmações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e configuraram a imputação de conduta criminosa.
Contexto da Decisão Judicial
No processo, o PT alegou que as declarações de Valdemar eram “sabidamente inverídicas” e prejudiciais à honra e à imagem do partido. A sigla solicitou uma indenização de R$ 30 mil, argumentando que as afirmações tinham o intuito de macular sua reputação perante a sociedade.
Valdemar, por sua vez, defendeu-se dizendo que suas palavras eram apenas uma opinião em um debate político, protegida pela liberdade de expressão. No entanto, o juiz destacou que não havia evidências que comprovassem a participação do PT nos atos de 8 de Janeiro.
O magistrado enfatizou que a liberdade de expressão deve ser exercida em harmonia com outros direitos fundamentais, como o direito à honra. Ele também considerou a gravidade das declarações e a repercussão que tiveram ao definir o valor da indenização.
Além da indenização, Valdemar foi condenado a arcar com as custas processuais e os honorários advocatícios do PT, fixados em 10% do valor da indenização. O dirigente do PL já manifestou a intenção de recorrer da decisão, o que pode prolongar o desdobramento deste caso no cenário político.
A condenação de Valdemar Costa Neto levanta questões sobre a responsabilidade das figuras públicas em suas declarações e o impacto que isso pode ter na imagem de partidos e políticos. A decisão também pode influenciar o discurso político, especialmente em um período de polarização acentuada no Brasil.











