O programa Brasil Contra o Crime Organizado foi lançado pelo presidente Lula (PT) nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. A iniciativa visa fortalecer a segurança pública e se destaca como uma das principais apostas do governo em um ano eleitoral. Com um investimento superior a 11 bilhões de reais, a proposta busca abordar a questão da criminalidade de forma abrangente.
Os recursos serão disponibilizados através de um empréstimo do BNDES, totalizando 10 bilhões de reais, além de 1,06 bilhão do Orçamento da União. O programa é estruturado em quatro eixos principais: asfixia financeira das organizações criminosas, fortalecimento do sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.
Contexto e Relevância do Programa
A formalização do Brasil Contra o Crime Organizado se deu por meio de um decreto e quatro portarias. Para acessar os recursos, os estados devem aderir oficialmente à iniciativa. A divisão dos 1,06 bilhão de reais para este ano será direcionada a ações específicas, como a asfixia financeira e o fortalecimento do sistema prisional.
Com a segurança pública sendo um tema de alta relevância, especialmente em ano de eleições, pesquisas recentes indicam que a avaliação do governo Lula nesse setor é majoritariamente negativa. Dados apontam que 32% dos entrevistados consideram a atuação do governo péssima, refletindo a preocupação da população com a segurança em suas comunidades.
Além de buscar um protagonismo no combate à criminalidade, o governo federal espera que as novas ações ajudem a evitar que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Essa designação poderia ter implicações legais e de soberania para o Brasil, uma preocupação que Lula expressou em suas declarações.
Desdobramentos e Medidas Propostas
No eixo de asfixia financeira, o programa pretende cortar o fluxo de dinheiro que sustenta as organizações criminosas. Entre as medidas estão a criação de Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado e a ampliação do Comitê Integrado de Investigação Financeira.
Para fortalecer a segurança no sistema prisional, o governo planeja implementar um padrão de segurança máxima em 138 unidades. Isso inclui a aquisição de equipamentos modernos, como drones e scanners corporais, visando interromper a articulação criminosa que ocorre dentro das prisões.
O eixo voltado ao esclarecimento de homicídios busca qualificar as investigações, com a previsão de compra de equipamentos para as polícias científicas. Já no combate ao tráfico de armas, a criação de uma rede nacional de enfrentamento é uma das principais propostas, visando sufocar o mercado ilegal que abastece as organizações criminosas.











