O Ministério Público de Santa Catarina anunciou que o cão Orelha não foi morto por adolescentes, mas sim devido a uma condição de saúde preexistente. A decisão, divulgada nesta terça-feira (12), encerra um caso que gerou grande repercussão em todo o Brasil.
A morte do animal ocorreu em janeiro deste ano e, inicialmente, foi atribuída a uma agressão por um grupo de jovens na Praia Brava. A investigação da Polícia Civil apontou para a necessidade de internação de um dos adolescentes envolvidos, mas a análise do MP reverteu essa narrativa.
Reconstituição dos Fatos
Após revisar quase 2 mil arquivos, incluindo vídeos e laudos técnicos, o MP concluiu que não houve contato entre Orelha e os adolescentes no momento da suposta agressão. A reconstituição dos eventos revelou inconsistências temporais que mudaram substancialmente a versão apresentada pela Polícia Civil.
Um dos pontos cruciais da análise foi a diferença de 30 minutos entre os horários registrados por diferentes câmeras. Essa discrepância foi determinante para afastar a hipótese de que Orelha estivesse na praia durante o ataque.
Além disso, testemunhas confirmaram que o cão não foi visto na orla no horário em que teria ocorrido a agressão. As evidências indicam que, enquanto o jovem estava na praia, Orelha estava a cerca de 600 metros de distância.
Exumação e Laudos Periciais
Laudos periciais e o depoimento do veterinário que atendeu Orelha foram fundamentais para a conclusão do MP. A exumação do animal revelou que não havia sinais de violência, mas sim uma infecção óssea grave, que poderia ter contribuído para sua morte.
Com a decisão do MP, o caso foi arquivado, assim como a investigação sobre possíveis coações a testemunhas. O órgão também solicitou a apuração de irregularidades na investigação, destacando a importância da transparência e da justiça em casos envolvendo animais.
Essa situação levanta questões sobre a proteção dos animais e a responsabilidade de todos na sociedade. Para os amantes de cães e defensores dos direitos dos animais, é um lembrete da importância de investigar a fundo antes de tirar conclusões precipitadas.











