O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta sexta-feira (15), manter a rejeição à revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada no Recurso Extraordinário 1.276.977, com a maioria dos ministros votando contra a revisão.
Em novembro do ano passado, a Corte já havia cancelado a tese jurídica que permitia essa revisão. Além disso, os aposentados não precisarão devolver valores pagos até 5 de abril de 2024, data em que foi publicada a ata do julgamento que derrubou a tese.
Votação e Desdobramentos
O relator do caso, Alexandre de Moraes, negou os embargos de declaração, afirmando que não houve irregularidades na decisão anterior. O resultado da votação foi de 8 votos a 2, com ministros como Gilmar Mendes e Cármen Lúcia acompanhando o relator.
Os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram, defendendo a suspensão dos processos sobre a revisão da vida toda até que o plenário do STF tome uma decisão final. Essa divergência indica que o tema ainda pode gerar novos desdobramentos.
Outro ponto importante é a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2.111, que também aborda a questão da revisão. O presidente do STF, Edson Fachin, pediu destaque para que o caso seja analisado pelo plenário físico, mas ainda não há data definida para essa retomada.
Em março de 2024, o STF já havia decidido que os aposentados não têm o direito de escolher a regra mais vantajosa para o recálculo de seus benefícios. Essa mudança impactou a possibilidade de revisão, anulando uma deliberação anterior que favorecia os aposentados.
Com essas decisões, o cenário para os beneficiários do INSS se torna mais complexo, e muitos ainda aguardam esclarecimentos sobre suas opções. O imbróglio jurídico continua, e novas atualizações devem surgir nos próximos meses.











