Um ataque com drone próximo à usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, gerou um incêndio, mas não resultou em feridos nem em aumento da radioatividade. As autoridades de Abu Dhabi confirmaram o incidente neste domingo, 17 de maio de 2026, destacando que a segurança da instalação não foi comprometida.
O incêndio ocorreu em um gerador de energia elétrica localizado fora do perímetro interno da usina, que é uma das principais fontes de energia do país. Desde sua inauguração em 2020, a central nuclear fornece cerca de 25% das necessidades energéticas dos Emirados, que são conhecidos por sua vasta riqueza em petróleo.
Repercussões internacionais e preocupações de segurança
Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), expressou sua preocupação em relação ao ataque, afirmando que qualquer ação militar que ameace a segurança nuclear é inaceitável. Essa declaração ressalta a gravidade do incidente em um contexto global, onde a segurança das instalações nucleares é uma prioridade internacional.
Embora o governo dos Emirados não tenha especificado a origem do drone, as tensões na região aumentaram, especialmente com as recentes acusações de Abu Dhabi contra o Irã, que estaria por trás de ataques à infraestrutura do país. O cenário geopolítico no Oriente Médio, marcado por conflitos e retaliações, pode ter implicações diretas para a segurança regional.
Para o Brasil, a situação é um lembrete da importância de monitorar eventos internacionais que possam afetar a estabilidade global. A interconexão entre países e a volatilidade no Oriente Médio podem impactar mercados e a economia brasileira, especialmente em setores como energia e comércio exterior.
As autoridades locais garantiram que todas as unidades da usina operam normalmente e que não houve impacto nos sistemas essenciais. No entanto, a situação continua a ser monitorada, e novos desdobramentos podem ocorrer à medida que as investigações sobre a origem do ataque avançam.











