O mercado brasileiro de algodão está em alta, impulsionado por uma oferta restrita e uma demanda firme, além de exportações que estão em forte crescimento. Essa combinação tem mantido os preços da pluma em trajetória positiva, mesmo diante de oscilações na Bolsa de Nova York.
De acordo com a Safras Consultoria, a menor disponibilidade de algodão no mercado físico brasileiro é o principal fator que sustenta as cotações. A indústria continua a consumir ativamente, o que mantém o ritmo das negociações aquecido.
Em São Paulo, o algodão colocado na indústria alcançou R$ 4,27 por libra-peso, uma alta de 1,91% em relação à semana anterior. No Mato Grosso, o principal estado produtor, a pluma negociada ao produtor atingiu R$ 134,63 por arroba, um avanço de R$ 3,39 na comparação semanal.
Perspectivas de Produção e Exportação
As previsões para a safra de algodão em 2025/26 indicam uma redução na produção nacional, com estimativas de 3,973 milhões de toneladas, abaixo das 4,081 milhões do ciclo anterior. Essa queda se deve à diminuição da área plantada e à leve redução da produtividade média.
Mato Grosso e Bahia, que lideram a produção, devem enfrentar quedas significativas. O Mato Grosso deverá colher 2,735 milhões de toneladas, enquanto a Bahia estima 834,6 mil toneladas, refletindo uma retração de 3,5% e 1,2%, respectivamente.
Por outro lado, as exportações brasileiras de algodão dispararam em maio, com 95,960 mil toneladas embarcadas nos primeiros cinco dias úteis do mês. Isso representa um crescimento de 109,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com uma receita de US$ 147,311 milhões.
O setor agrícola está atento às condições climáticas, ao câmbio e à demanda global. A combinação de menor produção, oferta restrita e demanda aquecida deve continuar sustentando os preços do algodão no curto prazo, beneficiando tanto os produtores quanto a economia regional.











