O mercado de suínos no Brasil apresenta sinais de recuperação, com preços estáveis e até levemente mais altos nas principais regiões produtoras. A melhora no consumo interno e o avanço das exportações têm contribuído para fortalecer a cadeia suinícola, segundo análise da consultoria Safras & Mercado.
De acordo com o analista Allan Maia, a competitividade da carne suína em relação a outras proteínas animais, como a carne de frango, tem atraído mais consumidores. Essa mudança no cenário de consumo é um alívio para os produtores, que enfrentaram semanas de pressão sobre os preços.
Expectativas para o mercado interno
Embora a demanda esteja em recuperação, a indústria permanece cautelosa nas compras de animais vivos. Essa postura visa limitar reajustes, enquanto os frigoríficos monitoram o comportamento do mercado consumidor. O equilíbrio entre a produção elevada e o consumo em recuperação impede uma valorização mais agressiva dos preços no curto prazo.
No mercado físico, as negociações continuam acirradas, mas a oferta de animais ainda é confortável. Essa situação ajuda a evitar altas significativas nos preços, mesmo com o suporte das exportações, que têm se mostrado aquecidas e ajudam a aliviar a pressão sobre o mercado interno.
Recentemente, a média nacional do quilo do suíno vivo subiu de R$ 5,46 para R$ 5,52. Em São Paulo, a arroba suína registrou leve alta, enquanto Santa Catarina e Minas Gerais também mostraram valorização nos preços. Goiás, por sua vez, viu suas cotações reagirem positivamente, passando de R$ 5,15 para R$ 5,35.
Exportações e custos de produção
As exportações de carne suína continuam a ser um pilar fundamental para o setor em 2026. Nos primeiros dias de maio, o Brasil exportou 28,23 mil toneladas, gerando um faturamento de US$ 70,28 milhões. Comparado ao mesmo período do ano anterior, houve um aumento significativo no volume e na receita média diária.
Apesar do cenário otimista, a cadeia produtiva permanece atenta aos custos de produção, especialmente em relação à alimentação animal. A expectativa é que a recuperação do consumo interno, aliada ao desempenho das exportações, melhore as margens de lucro ao longo do segundo semestre, proporcionando maior estabilidade para produtores e frigoríficos.











