A exportação de açúcar do Brasil ganhou força em maio de 2026, com um line-up que superou 1,8 milhão de toneladas. O aumento no volume programado para embarque reflete o ritmo acelerado do setor sucroenergético, que continua a se destacar no mercado global.
De acordo com a agência marítima Williams Brasil, 47 navios estavam aguardando carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, um aumento em relação às 43 embarcações da semana anterior. O total programado para exportação alcançou 1,837 milhão de toneladas, mostrando uma movimentação logística robusta nos principais portos do país.
Porto de Santos lidera embarques
O Porto de Santos se destaca como o principal ponto de embarque, concentrando a maior parte da carga prevista. Dos volumes programados, 1.465.638 toneladas são esperadas para este porto, seguido pelo Porto de Paranaguá, com 270.589 toneladas, e outros portos como São Sebastião e Maceió, que também contribuem para o total.
A maior parte da carga exportada é composta pelo açúcar VHP, que representa 1.775.970 toneladas do total. Essa predominância do açúcar bruto confirma a posição do Brasil como um dos principais fornecedores para refinarias internacionais, reforçando sua importância no comércio global.
Embora o volume das exportações tenha avançado, os preços do açúcar apresentaram uma queda significativa. O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada, uma redução de 21,3% em relação ao ano anterior. Essa diminuição nos preços é atribuída à maior oferta global e às oscilações do mercado internacional.
Impactos no mercado e na economia
O setor sucroenergético permanece atento às condições climáticas e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores da Ásia e do Oriente Médio. O comportamento do câmbio também é crucial, pois influencia a competitividade do açúcar brasileiro no exterior, afetando preços e margens de exportação.
Para os produtores rurais, o aumento nas exportações pode significar uma oportunidade de ampliar a receita, mesmo com a pressão sobre os preços. Já para os consumidores, a dinâmica do mercado pode refletir em variações nos preços do açúcar no mercado interno, dependendo da oferta e da demanda global.
Com a expectativa de continuidade na alta do volume exportado, o Brasil se posiciona como um player estratégico no mercado de açúcar, contribuindo para a economia regional e nacional. O acompanhamento das tendências do setor será essencial para entender os próximos passos do agronegócio brasileiro.











