O milho recuou na Bolsa de Chicago, refletindo uma pressão crescente sobre o mercado brasileiro devido a uma safra maior e à demanda fraca dos Estados Unidos. Nesta sexta-feira, 15 de maio, os contratos futuros mostraram perdas significativas, com o vencimento de julho/26 sendo negociado a US$ 4,63 por bushel, uma queda de 3,75 pontos.
A ausência de novos acordos comerciais entre os Estados Unidos e a China tem gerado incertezas no mercado. A expectativa de que a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping pudesse resultar em novas compras de grãos não se concretizou, aumentando a insegurança entre investidores e operadores do setor.
Impacto da Safra Brasileira e Argentina
No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a estimativa da safra de milho para 140,17 milhões de toneladas, um aumento em relação à previsão anterior. Esse crescimento, aliado à colheita avançada, tem pressionado os preços, especialmente com a oferta crescente da Argentina, que também revisou sua produção para 68 milhões de toneladas.
As vendas líquidas dos Estados Unidos para a safra 2025/26 foram de 684,8 mil toneladas, abaixo das expectativas do mercado. O México foi o principal comprador, mas o volume total de vendas para a temporada 2026/27 foi de apenas 400 toneladas, evidenciando um ritmo lento na demanda internacional.
No mercado brasileiro, a B3 registrou um dia de movimentos mistos, com o contrato de milho para maio/26 fechando a R$ 65,22 por saca. Os preços no mercado físico estão travados, com compradores cautelosos e produtores evitando negociações agressivas, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Os produtores rurais devem estar atentos ao comportamento do dólar e às condições climáticas, que podem influenciar ainda mais a oferta e a demanda. A expectativa é de que a pressão sobre os preços do milho persista no curto prazo, tanto no mercado internacional quanto na comercialização interna.
Com a combinação de uma safra robusta e a demanda internacional mais lenta, o cenário para o milho exige cautela. A economia regional pode ser impactada pela volatilidade dos preços, afetando tanto os produtores quanto os consumidores.











