A produtividade da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil teve um crescimento significativo em abril, alcançando 83,4 toneladas por hectare. Esse aumento de 13% em relação ao mesmo período do ciclo anterior é um indicativo positivo para a safra 2026/27, conforme aponta o Boletim De Olho na Safra, elaborado pela Plataforma de Benchmarking do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
No ciclo 2025/26, a produtividade média foi de 73,8 toneladas por hectare, o que demonstra um avanço considerável. Esse desempenho é resultado de condições climáticas favoráveis e práticas de manejo aprimoradas, que têm contribuído para o desenvolvimento saudável dos canaviais na região.
Impacto no setor sucroenergético
Além do aumento na produtividade, a qualidade da matéria-prima também apresentou melhorias. O índice de Açúcar Total Recuperável (ATR) subiu 0,5%, passando de 112,1 kg ATR por tonelada para 112,6 kg ATR. Esse indicador é crucial, pois reflete a quantidade de açúcar que pode ser extraída da cana, impactando diretamente a rentabilidade das usinas.
Esse cenário de recuperação da produtividade é especialmente importante em um momento em que o setor sucroenergético enfrenta desafios relacionados aos custos de produção e à demanda internacional por açúcar e biocombustíveis. Com um rendimento maior por hectare e qualidade estável, as usinas podem se tornar mais competitivas no mercado global.
A região Centro-Sul é responsável por mais de 90% da produção nacional de cana-de-açúcar, desempenhando um papel essencial no abastecimento de açúcar e etanol no Brasil. O desempenho positivo observado em abril reforça as expectativas de uma safra robusta ao longo de 2026/27, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores.
Para os produtores rurais, esse aumento na produtividade pode significar uma maior margem de lucro e a possibilidade de reinvestir em tecnologias que melhorem ainda mais a produção. Para os consumidores, a expectativa é de que a oferta de açúcar e etanol se mantenha estável, evitando oscilações de preços no mercado.
Com a recuperação da produtividade e a melhoria na qualidade da cana, o setor sucroenergético brasileiro se posiciona de forma mais sólida para enfrentar os desafios do mercado e atender à crescente demanda por produtos sustentáveis e de qualidade.











