A área tratada com defensivos agrícolas no Brasil cresceu 7,5% em 2025, superando 2,6 bilhões de hectares. Esse aumento reflete a importância das tecnologias de proteção no agronegócio nacional, conforme levantamento da Kynetec Brasil, encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
O estudo utiliza a metodologia de Área Potencial Tratada (PAT), que considera não apenas a extensão cultivada, mas também a intensidade das aplicações. Essa abordagem permite uma análise mais precisa do uso de defensivos e suas implicações na produção rural.
Desempenho do Setor e Impactos
O ano de 2025 foi marcado por um desempenho dividido. O primeiro semestre enfrentou desafios devido a condições climáticas adversas e queda nos preços agrícolas. Contudo, a segunda metade do ano trouxe recuperação, impulsionada pela expansão da área cultivada e pela valorização de insumos, como o glifosato.
A soja continua sendo a cultura que mais utiliza defensivos, representando 55% da área tratada. O milho, por sua vez, viu sua participação aumentar de 16% para 18%, refletindo a necessidade de proteção contra pragas, especialmente lagartas e insetos sugadores.
Mato Grosso e Rondônia se destacam como as regiões com maior volume de aplicações, somando 33% do total nacional. Outras regiões, como BAMATOPIPA, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, também apresentam números significativos, evidenciando a concentração do uso de tecnologias nas principais áreas produtoras.
Os herbicidas foram os defensivos mais consumidos, representando 46% do total utilizado em 2025. Inseticidas e fungicidas seguiram com 26% cada, enquanto o tratamento de sementes correspondeu a 7% da área protegida. Esses dados são cruciais para entender as tendências de consumo e a dinâmica do mercado agrícola.
O crescimento na área tratada com defensivos agrícolas não apenas impacta a produção rural, mas também reflete na economia regional. Com a adoção de tecnologias mais eficientes, os produtores podem aumentar sua produtividade e, consequentemente, sua rentabilidade, beneficiando toda a cadeia produtiva.











