O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, solicitou esclarecimentos ao governo Lula sobre as emendas parlamentares destinadas a organizações não governamentais (ONGs). A decisão foi tomada nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, e visa aumentar a transparência na aplicação dos recursos públicos.
Dino determinou que o Ministério da Gestão e da Inovação forneça, em até dez dias, informações sobre os obstáculos para identificar, por meio da plataforma Transferegov, as ONGs que recebem emendas e o destino final dos recursos. Essa medida busca garantir que a sociedade tenha acesso a dados sobre a utilização do dinheiro público.
Transparência e Controle
Além disso, o ministro requisitou à Advocacia-Geral da União (AGU) um parecer sobre se as emendas enviadas a instituições privadas na área da saúde passaram por análises prévias das instâncias do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa exigência é fundamental para assegurar que os recursos sejam aplicados de forma adequada e eficiente.
A AGU também deverá informar quais mecanismos cada ministério utiliza para avaliar a eficácia da aplicação desses recursos, bem como a avaliação das políticas públicas relacionadas. Essas informações são essenciais para entender como o dinheiro das emendas está sendo utilizado e se está gerando os resultados esperados.
A Controladoria-Geral da União (CGU) também foi convocada a se manifestar sobre as chamadas “portarias-cardápio”, que são atos normativos que definem critérios de alocação e execução dos recursos. A transparência nesse processo é crucial para evitar desvios e garantir que os recursos cheguem a quem realmente precisa.
A determinação de Dino se baseia em um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que revelou que uma parte significativa dos recursos enviados a municípios é transferida para entidades privadas sem a devida transparência. Essa situação levanta preocupações sobre a responsabilidade na gestão dos recursos públicos e a necessidade de um controle mais rigoroso.
Com essa ação, espera-se que haja um fortalecimento da fiscalização sobre o uso das emendas parlamentares, promovendo maior responsabilidade e transparência na administração pública. O impacto dessa medida pode ser significativo para a população, que terá mais clareza sobre como os recursos estão sendo utilizados em sua comunidade.











