As exportações de vinhos italianos para o Brasil cresceram 13,9% em 2025, refletindo a expansão do mercado vitivinícola no país. Esse aumento, que elevou o valor das exportações de US$ 43,2 milhões para US$ 49,2 milhões, destaca o Brasil como um destino estratégico para os vinhos importados da Itália.
A Itália, que já lidera a produção mundial de vinho com 47,4 milhões de hectolitros em 2025, também se mantém como o maior exportador global, respondendo por 21,8% do total das exportações. Esse desempenho evidencia a competitividade do vinho italiano em mercados internacionais, incluindo o Brasil, que se destaca na América Latina.
Crescimento do mercado brasileiro de vinhos
O mercado brasileiro de vinhos também apresentou um crescimento significativo, com um aumento de 6,8% nas importações em 2025. Essa tendência reflete o aumento do consumo e a diversificação da demanda por rótulos importados, consolidando o Brasil como um dos principais mercados fora da Europa para vinhos internacionais.
O fortalecimento das relações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul é visto como um fator estratégico para o setor vitivinícola. A expectativa é que acordos comerciais possam reduzir barreiras tarifárias e ampliar a competitividade dos vinhos italianos no Brasil, facilitando o fluxo comercial e fortalecendo a presença de rótulos premium.
A Wine South America 2026, que ocorrerá em Bento Gonçalves (RS) entre 12 e 14 de maio, reunirá 32 empresas italianas, destacando a importância do mercado brasileiro. O evento é uma plataforma estratégica para negócios, promovendo a integração comercial e a troca de experiências entre produtores e importadores.
Com a participação crescente de empresas italianas, o Brasil se consolida como um mercado relevante para as exportações de vinhos. A diretora da Agência ICE no Brasil, Milena Del Grosso, ressalta que as ações promocionais têm gerado resultados concretos, ampliando a presença do vinho italiano no país.
O cenário atual indica novas oportunidades para o setor vitivinícola, impulsionadas por acordos comerciais e iniciativas de promoção internacional. Para os produtores brasileiros, isso significa acesso a uma maior variedade de vinhos de qualidade, enquanto os consumidores se beneficiam de uma oferta diversificada e competitiva.











