O Brasil registrou uma significativa redução no sub-registro de nascimentos e óbitos, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026. Em 2024, a taxa de sub-registro de nascimentos foi de 0,95%, o menor percentual desde 2015, quando a taxa era de 4,21%.
Esse avanço representa uma diminuição de 3,26 pontos percentuais em relação ao início da série histórica. A melhoria na cobertura do sistema de Estatísticas do Registro Civil é um reflexo das políticas públicas implementadas ao longo dos anos.
Desigualdades Regionais
As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores percentuais de subnotificação. Roraima lidera com 13,86%, seguido por Amapá (5,84%) e Amazonas (4,40%). Em contraste, estados como Paraná e Distrito Federal mostraram as menores taxas, com 0,12% e 0,13%, respectivamente.
Em 2015, cerca de 3,94% dos nascimentos em hospitais não foram registrados. Esse número caiu para 0,83% em 2024, evidenciando a eficácia das iniciativas de registro civil.
O IBGE também destacou que o sub-registro é mais acentuado entre mães com menos de 15 anos, atingindo 6,10%. Esse percentual diminui com a idade, chegando a 0,63% na faixa etária de 35 a 39 anos.
Redução no Sub-registro de Óbitos
Em relação ao sub-registro de óbitos, a taxa foi estimada em 3,40% em 2024, uma queda de aproximadamente 1,5 ponto percentual em comparação a 2015. Os maiores índices foram observados no Maranhão (24,48%) e Amapá (17,47%).
As menores taxas de sub-registro de óbitos foram registradas em hospitais, com 2,85%. A mortalidade infantil também apresentou altas taxas de sub-registro, especialmente na Região Norte, com 26,55%.
Esses dados são essenciais para a formulação de políticas públicas e para garantir o acesso a serviços básicos, conforme preconiza a Meta 16.9 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O fortalecimento do registro civil é fundamental para a cidadania e a redução das desigualdades sociais no Brasil.











