O café brasileiro enfrentará novos desafios para se manter competitivo no mercado europeu, que exigirá comprovação de origem e rastreabilidade da cadeia produtiva. Com o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, as oportunidades comerciais aumentam, mas também surgem novas exigências para exportadores e produtores.
A especialista em ESG, Eliana Camejo, alerta que a mudança nas exigências europeias pode impactar significativamente a cadeia cafeeira. A qualidade e a produtividade continuarão sendo importantes, mas a conformidade socioambiental e a rastreabilidade se tornarão requisitos fundamentais para a manutenção do espaço no mercado.
Novas regras e seus impactos
O Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR) inclui o café entre os produtos que precisarão atender a exigências rigorosas. A partir de 30 de dezembro de 2026, grandes e médios operadores deverão comprovar que seu café não está relacionado a áreas desmatadas após o marco regulatório da União Europeia.
As pequenas e microempresas terão até 30 de junho de 2027 para se adequar a essas novas normas. Essa mudança implica que importadores europeus terão responsabilidade legal sobre a diligência devida, exigindo informações detalhadas sobre toda a cadeia produtiva do café brasileiro.
Para os produtores rurais, isso significa que será necessário investir em sistemas de controle e monitoramento para atender às novas demandas. A capacidade de demonstrar a origem e a rastreabilidade do café poderá ser um diferencial competitivo crucial para a manutenção de contratos com compradores europeus.
A modernização da cadeia cafeeira se torna imperativa. Empresas que não se adaptarem às novas exigências podem enfrentar uma desvalorização de seus produtos, especialmente em um momento em que o mercado internacional se abre mais para o café brasileiro.
Portanto, a integração de dados, compliance ambiental e transparência nas operações são aspectos que devem ser priorizados. O futuro do café brasileiro no mercado europeu dependerá da capacidade do setor de se adaptar a essas novas realidades e de garantir a sustentabilidade de suas práticas produtivas.











