A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) apresentou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas para o Plano Safra 2026/2027, com foco na ampliação do crédito rural e na modernização das granjas. As sugestões visam fortalecer a competitividade da suinocultura brasileira, um setor que demanda investimentos constantes em tecnologia e bem-estar animal.
Entre as principais propostas está a criação de uma linha de crédito específica para a retenção de matrizes suínas, com um prazo de carência de dois anos. A ABCS argumenta que a suinocultura possui um ciclo produtivo mais longo, o que torna essa medida essencial para garantir a sustentabilidade do setor.
Necessidade de Investimentos
De acordo com a ABCS, o custo médio por matriz ao longo de 2,5 anos pode chegar a R$ 6.791, considerando despesas com alimentação, medicamentos e aquisição de matrizes. Para atender cerca de 5% dos produtores independentes do Brasil, seriam necessários aproximadamente R$ 239 milhões em recursos.
Outro ponto importante é a ampliação dos limites de financiamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (INOVAGRO). A proposta sugere aumentar o limite individual para R$ 4,5 milhões e o teto para operações coletivas para R$ 13,5 milhões, visando adequar as granjas às exigências de bem-estar animal.
Esses recursos seriam utilizados para reformas em instalações de gestação e ampliação de maternidades, além de sistemas de climatização e automação. A ABCS acredita que essas adequações são fundamentais para elevar a eficiência produtiva e atender às exigências do mercado.
A associação também propôs uma atualização no limite de renda bruta anual do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões. Essa mudança é vista como necessária diante do aumento dos custos de produção e das transformações econômicas recentes no setor agropecuário.
Marcelo Lopes, presidente da ABCS, destacou que as propostas visam alinhar os mecanismos de crédito à realidade dos produtores rurais. A mobilização do setor em torno do Plano Safra 2026/2027 é considerada estratégica para garantir a competitividade e a modernização da agropecuária brasileira.











