O agronegócio argentino deve gerar US$ 36,1 bilhões em 2026, impulsionado pelo aumento da produção de soja e milho, segundo a Bolsa de Comércio de Rosario. Este crescimento é vital para a economia do país, que depende fortemente da entrada de divisas para equilibrar suas contas. As projeções otimistas refletem uma recuperação parcial dos preços internacionais e um aumento na produção de grãos.
A soja e o milho são as principais culturas que sustentam essa revisão positiva. Para a safra 2025/26, a produção de soja foi estimada em 50 milhões de toneladas, um aumento de 2 milhões em relação à previsão anterior. O milho, por sua vez, teve sua estimativa elevada para 68 milhões de toneladas, um incremento de 1 milhão em comparação ao cálculo anterior.
Com a maior disponibilidade de grãos, o setor industrial argentino deve se fortalecer. A moagem de soja, por exemplo, deve crescer cerca de 1 milhão de toneladas, o que ampliará a oferta de derivados e sustentará o processamento local. As exportações de farelo e óleo de soja também devem se expandir, contribuindo para a balança comercial do país.
Além do aumento na produção, a recuperação das cotações de commodities agrícolas no mercado internacional tem sido um fator crucial para o fortalecimento das receitas do agronegócio. As estimativas de exportação foram elevadas, refletindo um cenário mais favorável para os produtores. O fluxo de divisas é essencial para a economia argentina, especialmente em tempos de instabilidade financeira.
Apesar das projeções otimistas, o fluxo de divisas nos primeiros meses de 2026 ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e abril, o setor agroexportador arrecadou cerca de US$ 8,5 bilhões, um valor inferior aos mais de US$ 9 bilhões do primeiro quadrimestre de 2025. Essa diferença é atribuída a fatores como a redução temporária de retenções e o ritmo mais lento da colheita.
Os analistas acreditam que a aceleração da safra nos próximos meses pode compensar esse atraso inicial. A expectativa é que o agronegócio continue sendo um pilar central na geração de divisas da Argentina, contribuindo para a recuperação econômica do país. Para os produtores, isso significa oportunidades de crescimento e maior estabilidade no mercado.
Com a soja e o milho liderando as projeções, o agronegócio argentino se posiciona como uma força vital na economia regional. A combinação de tecnologia, práticas sustentáveis e um clima favorável pode potencializar ainda mais os resultados esperados. O futuro do setor agropecuário argentino parece promissor, com impactos diretos na produção rural e na economia local.











