O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2025 revelou que a formação de professores a distância apresentou um desempenho 53,1% inferior em comparação aos cursos presenciais. Os dados, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que 60% dos concluintes de licenciaturas em educação a distância não atingiram o nível considerado adequado de conhecimento.
Entre os 4.547 cursos avaliados, 1.127 eram de EAD, e apenas 56,8% alcançaram desempenho satisfatório, com notas entre 3 e 5. Em contrapartida, 35% dos cursos de EAD obtiveram notas 1 e 2, o que indica uma necessidade urgente de melhorias na qualidade da formação oferecida.
Desempenho dos Cursos Presenciais
Os cursos presenciais mostraram resultados significativamente melhores, com 73,9% dos alunos avaliados como proficientes. Essa diferença acende um alerta sobre a eficácia do ensino a distância, especialmente em um momento em que o MEC planeja a extinção dos cursos de licenciatura EAD até maio de 2027.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, enfatizou que a mudança nas diretrizes visa garantir uma formação mais robusta e de qualidade para os futuros educadores. Os alunos matriculados em cursos 100% EAD não poderão migrar para outras modalidades, o que levanta questões sobre a transição desses estudantes.
O Conceito Enade, que avalia a qualidade dos cursos de graduação, é um indicador importante para entender o desempenho dos estudantes. Com a nova política, o MEC pretende monitorar os cursos que obtiveram notas insatisfatórias, promovendo um acompanhamento sistemático para garantir melhorias.
Além disso, a mudança nas regras de avaliação dos cursos de licenciatura é um passo significativo para a regulação da educação superior no Brasil. O MEC planeja que todos os cursos de licenciatura sejam oferecidos apenas em formatos presenciais ou semipresenciais, limitando a oferta a distância.
Para os estudantes brasileiros, essas mudanças representam uma oportunidade de refletir sobre a qualidade da formação que desejam. Escolher um curso que atenda às novas exigências pode fazer toda a diferença na carreira docente e na qualidade da educação oferecida nas escolas.
Com a implementação dessas novas diretrizes, espera-se que os próximos anos tragam melhorias significativas na formação de professores no Brasil, contribuindo para uma educação básica de maior qualidade e mais preparada para os desafios do futuro.











