O Brasil se destaca em 2026 com exportações de soja em alta, mesmo diante de um cenário de pressão nos preços e clima irregular para o milho safrinha. O relatório da Rabobank revela que, enquanto os preços da soja e do milho recuam moderadamente, as exportações de soja atingem níveis recordes, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais.
Em abril de 2026, o Brasil exportou 16,7 milhões de toneladas de soja, um aumento de 10% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Essa performance é impulsionada por uma safra recorde e pela competitividade do Brasil no mercado internacional, refletindo a força do complexo soja na balança comercial do país.
Desempenho do milho e desafios climáticos
Por outro lado, o milho enfrenta um cenário mais desafiador. As exportações caíram para 0,47 milhão de toneladas em abril, uma queda de 52% em relação ao mês anterior. A concorrência acirrada, especialmente dos Estados Unidos e Argentina, e as condições climáticas irregulares em regiões como Goiás e Minas Gerais, levantam preocupações sobre a produção da safrinha.
Os preços da soja na porteira registraram uma leve queda de cerca de 6% em maio, influenciados pela valorização do real e pelo aumento dos custos logísticos. O milho também apresentou recuo de aproximadamente 2% no mesmo período, refletindo uma maior oferta global. Esses fatores impactam diretamente o produtor rural, que deve se adaptar a um mercado em constante mudança.
A expectativa para a produção total de milho na safra 2025/26 é de 137 milhões de toneladas, mas o clima nas próximas semanas será crucial para determinar o potencial produtivo. As condições climáticas em regiões-chave podem afetar a oferta e, consequentemente, os preços no mercado interno.
O cenário atual do agronegócio brasileiro é marcado por uma combinação de oportunidades e desafios. Enquanto a soja se beneficia de uma demanda externa robusta, o milho precisa enfrentar a concorrência internacional e as incertezas climáticas. O equilíbrio entre oferta, clima e demanda será fundamental para a formação de preços nos próximos meses.
Para os consumidores, a alta nas exportações de soja pode indicar uma estabilidade nos preços dos produtos derivados, enquanto a volatilidade do milho pode impactar o custo de alimentos que utilizam esse grão como insumo. Assim, o acompanhamento das tendências do mercado se torna essencial para todos os envolvidos na cadeia produtiva.











