Nos bastidores da política nacional, o chamado “Triângulo das Bermudas” eleitoral, formado por Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, se torna cada vez mais relevante à medida que se aproxima o ano de 2026. O Republicanos, partido que busca consolidar sua presença nessas regiões, planeja conquistar ao menos dois dos três vértices desse triângulo, focando suas energias em São Paulo e Minas Gerais.
Em São Paulo, a liderança do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na corrida pela reeleição é considerada sólida. Uma pesquisa recente da Real Time Big Data aponta Tarcísio com 46% das intenções de voto, à frente do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que aparece com 33%. Essa vantagem permite ao partido direcionar esforços para outros estados estratégicos.
Foco em Minas Gerais
Minas Gerais também se destaca como um ponto de interesse para o Republicanos. Levantamento do mesmo instituto, divulgado em 21 de maio, mostra o senador Cleitinho (Republicanos) liderando as intenções de voto com 35%. A decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de não concorrer ao governo mineiro fortalece ainda mais a posição de Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes.
Enquanto São Paulo e Minas oferecem perspectivas promissoras, o cenário no Rio de Janeiro é mais desafiador. Uma pesquisa da Paraná Pesquisas, divulgada em 4 de junho, mostra o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), liderando com 48,3% das intenções de voto, o que o coloca próximo de vencer no primeiro turno.
Apesar da desvantagem, o Republicanos não descarta a candidatura própria no estado. A presença da legenda no Rio de Janeiro é vista como crucial, não apenas para a disputa pelo Palácio Guanabara, mas também para fortalecer as chapas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa fluminense.
O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) é considerado um ativo importante para a campanha no Rio. Recentemente, ele teve sua inelegibilidade anulada, o que o torna elegível novamente e o coloca em posição de participar ativamente das articulações para 2026, embora sua situação jurídica ainda seja monitorada pela Justiça.
Estratégia Nacional
Além das disputas estaduais, o Republicanos ainda não definiu sua posição na corrida presidencial. A tendência atual é pela neutralidade formal da Executiva Nacional, permitindo ao partido manter alianças regionais, especialmente em estados onde possui proximidade com o PL, como em São Paulo. Essa estratégia pode ser fundamental para o fortalecimento da legenda em um cenário político cada vez mais competitivo.











