A decisão do presidente Lula (PT) de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até 50 dólares, conhecida como “taxa das blusinhas”, gerou reações significativas de entidades da indústria e do varejo. A medida, que entra em vigor nesta quarta-feira, 13, mantém apenas a cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre as encomendas.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com a nova política, afirmando que ela cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade destacou que a decisão pode impactar negativamente micro e pequenas empresas, resultando em perda de empregos.
Impacto sobre a Indústria Nacional
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a Abit, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais, o que pode prejudicar a competitividade do setor.
A entidade também alertou que a decisão pode afetar a arrecadação pública, uma vez que dados da Receita Federal indicam que o imposto arrecadou 1,78 bilhão de reais entre janeiro e abril de 2026, representando um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) expressou forte desaprovação ao fim da tributação, considerando a medida um “grave retrocesso econômico”. A entidade enfatizou que a decisão pode penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que são fundamentais para a geração de empregos e a arrecadação do País.
Além disso, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão. O presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ), afirmou que a competitividade é comprometida quando empresários brasileiros enfrentam altos impostos enquanto produtos importados entram sem tributação.
Com as reações das entidades, o cenário econômico para a indústria e o varejo nacional se torna incerto. As próximas semanas poderão revelar desdobramentos significativos, tanto em termos de políticas públicas quanto na dinâmica do mercado interno.











