O técnico Abel Ferreira destacou a entrega do Palmeiras na vitória por 2 a 0 sobre o Athletico-PR, neste sábado, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o treinador ressaltou a força coletiva da equipe, pediu apoio dos torcedores e comentou as críticas feitas a jogadores do elenco.
O Palmeiras abriu o placar com Maurício e ampliou com Piquerez, ainda nos primeiros nove minutos. A equipe, porém, atuou com um jogador a menos desde os 42 minutos do primeiro tempo, quando Andreas Pereira foi expulso.
“Foi uma vitória da equipe, do elenco, do grupo, que teve que sofrer e se superar depois de ficar com um jogador a menos. Fomos extremamente solidários quando tivemos que defender. Fechamos os espaços do adversário, fechamos os cruzamentos. Os nossos zagueiros estiveram muito bem”, avaliou Abel, em entrevista coletiva.
Questionado sobre a formação utilizada, o treinador português minimizou a importância do esquema tático e atribuiu o resultado ao comprometimento dos jogadores. “Já fiz este sistema e já perdi, já fiz este sistema e já ganhei. A mesma fórmula às vezes funciona, outras vezes não. Quando temos um elenco que não tem ego, que é grato e tem coragem para vir a um estádio como este e jogar da forma como jogou, qualquer tática funciona”, afirmou.
Abel também pediu que a torcida mantenha o incentivo ao time independentemente dos resultados. Para ele, a participação das arquibancadas é fundamental para que o Palmeiras alcance seus objetivos na temporada.
“Para o Palmeiras ganhar títulos, não precisa só do treinador, não precisa só da nossa presidente, não precisa só do nosso diretor, não precisa só dos nossos jogadores. Precisa da alma do clube”, declarou.
“Assim como cobram de mim, eu cobro da torcida. Venham juntos, venham para jogar juntos, mas venham para empurrar a equipe do primeiro ao último segundo, nos bons e nos maus momentos. Isso é ser palmeirense. Isso é gostar do Palmeiras”, acrescentou.
Ao falar sobre o desenvolvimento de jogadores como Khellven, Lucas Evangelista e Bruno Fuchs, que já foram alvos de críticas, Abel reconheceu o direito dos torcedores de cobrar, mas afirmou que o apoio é ainda mais importante nos momentos difíceis.
“Parece que aqui primeiro os jogadores têm que ser engolidos pela torcida. Parece que têm que ser criticados, amassados, chamados de ‘bagre’ para depois renascerem outra vez. É muito difícil jogar no Palmeiras. Muito difícil jogar no Palmeiras”, disse.
O técnico ressaltou que a confiança vinda das arquibancadas pode facilitar a adaptação e o desempenho dos atletas. “Nos momentos difíceis, nós não precisamos que nos critiquem. Nos momentos difíceis, nós precisamos de ajuda. Quando a torcida cuida dos seus jogadores, as coisas se tornam mais fáceis”, afirmou.
Apesar das cobranças, Abel declarou que os torcedores têm liberdade para manifestar suas opiniões e garantiu que o elenco seguirá se dedicando. “Não vou ensinar a torcida a torcer pelo clube. Cada um escolhe o que acha melhor para servir o clube. Se a torcida acha que o melhor é apoiar, tem todo o direito. Se acha que o melhor é criticar, também tem todo o direito”, explicou.
“Quando a torcida não puxa por nós, nós puxamos pela torcida. Não tem problema nenhum”, completou.
Com a vitória, o Palmeiras chegou aos 66 pontos e assumiu provisoriamente a liderança do Campeonato Brasileiro, dois pontos à frente do Flamengo, que enfrenta o Bahia neste domingo.
O Verdão volta a campo na quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Fluminense, no Nubank Parque, em São Paulo. Depois de vencer o jogo de ida por 2 a 1, a equipe palmeirense precisa de um empate para garantir vaga na final da Libertadores.











