Uma operação da Polícia Militar na manhã desta sexta-feira (15) resultou na morte de um jovem após ser baleado no bairro Monte Hebron, na zona oeste de Uberlândia. A ação, que envolveu cerco policial e o uso de gás lacrimogêneo, provocou pânico na comunidade e levou à suspensão das aulas em duas escolas municipais da região.
De acordo com a Polícia Militar, o jovem de 18 anos teria fugido de uma abordagem, portando um revólver e apontando a arma em direção aos policiais antes de ser alvejado. No entanto, familiares e testemunhas contestam essa versão, afirmando que o jovem estava desarmado e que não houve troca de tiros.
Segundo a nota da PM, a abordagem ocorreu por volta das 11h35, quando uma equipe do Tático Móvel do 32º BPM parou um veículo prata. O jovem, segundo a corporação, desceu do carro armado e invadiu residências, sendo localizado em um telhado. A PM informou que um revólver calibre .38 foi apreendido com ele, além de munições e uma quantia em dinheiro.
Os familiares do jovem, por sua vez, negam a narrativa da polícia e afirmam que ele não estava armado. A mãe do jovem expressou sua dor e indignação, afirmando que ele estava apenas no carro com um amigo. A tia do jovem também criticou a abordagem policial, ressaltando que ele estava tentando mudar de vida após um passado criminal.
Após os disparos, houve tumulto na área, com moradores questionando a atuação da polícia. Para dispersar a multidão, os policiais utilizaram balas de borracha e munições químicas. Algumas pessoas foram atingidas durante a confusão, e as aulas nas escolas próximas foram suspensas devido ao cerco policial.
A Polícia Militar justificou o uso de munição química alegando que transeuntes estavam interferindo na operação. O caso está sendo investigado pela Polícia Judiciária Militar e pela Polícia Civil, que já foram acionadas para realizar a perícia técnica. As autoridades seguem acompanhando a situação.











