O mercado de açúcar apresentou um cenário misto na última quinta-feira (2), refletindo a volatilidade das bolsas internacionais. Enquanto os contratos de açúcar bruto em Nova York enfrentaram queda devido à realização de lucros, o açúcar branco em Londres teve leve valorização. No Brasil, o açúcar cristal viu um aumento em seus preços, enquanto o etanol hidratado registrou uma queda significativa.
Após uma sequência de altas, os contratos futuros em Nova York atingiram os maiores níveis em quase dois meses. Com a proximidade do feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos, muitos investidores optaram por realizar lucros, resultando em um ajuste técnico nas cotações.
Desempenho nas Bolsas Internacionais
Na ICE Futures US, o contrato com vencimento em outubro de 2026 fechou a 14,85 cents de dólar por libra-peso, uma queda de 0,93% em relação ao dia anterior. Apesar dessa baixa, o contrato acumulou uma valorização de 2,34% na semana, evidenciando a instabilidade do mercado.
Por outro lado, na ICE Futures Europe, os contratos de açúcar branco apresentaram pequenas altas. O vencimento de agosto de 2026 avançou US$ 0,20, fechando a US$ 483,10 por tonelada, o que demonstra uma leve recuperação no mercado europeu.
Mercado Brasileiro e Impactos Locais
No Brasil, o açúcar cristal branco comercializado em São Paulo teve uma valorização, com a saca de 50 quilos sendo negociada a R$ 92,23, um aumento de 1,03% em relação ao pregão anterior. Essa alta reflete a firmeza da demanda interna, mesmo diante das oscilações do mercado internacional.
Em contrapartida, o etanol hidratado em Paulínia apresentou uma queda de 0,93%, sendo negociado a R$ 2.347,00 por metro cúbico. Essa desvalorização é atribuída ao enfraquecimento do petróleo no mercado global, o que afeta a competitividade do biocombustível em relação aos combustíveis fósseis.
Analistas apontam que a pressão do petróleo WTI sobre o setor sucroenergético pode levar a uma maior destinação da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, aumentando a oferta global. No entanto, preocupações climáticas, especialmente em relação às monções na Índia e ao fenômeno El Niño, continuam a influenciar os preços internacionais, mantendo os investidores atentos às condições do mercado nos próximos meses.











