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Açúcar: alta nas bolsas com suporte da safra brasileira
Imagem: Reprodução
Agro

Açúcar: alta nas bolsas com suporte da safra brasileira

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O açúcar voltou a subir nas bolsas globais, refletindo a recuperação do mercado e novas projeções sobre a safra brasileira. Na terça-feira (23), os contratos de açúcar bruto na Bolsa de Nova York apresentaram valorização, impulsionados por dados que indicam um cenário de oferta mais restrito nos próximos meses.

Mercado Internacional em Alta

Na Bolsa de Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em alta, com o vencimento de julho de 2026 subindo 0,07 centavos, a 13,42 cents/lbp. Outros vencimentos também apresentaram valorização, indicando um reposicionamento dos investidores em resposta a novos fundamentos de oferta.

O açúcar branco na Intercontinental Exchange seguiu a tendência de alta, com o contrato de agosto de 2026 subindo US$ 0,70, alcançando US$ 441,10 por tonelada. Esse movimento é reflexo do ajuste nas expectativas globais sobre a disponibilidade do produto.

Impacto no Mercado Interno

No Brasil, o açúcar cristal branco também registrou uma valorização significativa, com a saca de 50 kg sendo negociada a R$ 94,07, uma alta de 2,70% em um único dia. Esse aumento é um sinal de recuperação do mercado físico, revertendo parte das perdas observadas nas semanas anteriores.

Além disso, o etanol hidratado manteve uma trajetória positiva, com o preço em R$ 2.360,00 por metro cúbico, um avanço de 0,11% no comparativo diário. O biocombustível acumula alta de 0,36% em junho, o que também reflete a dinâmica do setor sucroenergético.

Fundamentos que Sustentam os Preços

A sustentação dos preços está ligada à produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil, que totalizou 6,84 milhões de toneladas até o fim de maio, uma queda de 2% em relação ao mesmo período da safra anterior. A mudança no mix de produção, com aumento da participação do etanol, também reduz a oferta de açúcar no mercado.

As revisões nas projeções globais, que passaram de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas, reforçam a percepção de um equilíbrio mais apertado entre oferta e demanda. Esse cenário pode impactar diretamente os preços e a rentabilidade dos produtores rurais.

Os próximos meses exigem atenção dos investidores e produtores, que devem monitorar a evolução da moagem no Brasil, o comportamento do petróleo e a produção global. Esses fatores podem influenciar a volatilidade dos preços e a dinâmica do mercado sucroenergético.

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