O Brasil continua suas negociações com a União Europeia para atender às exigências sanitárias relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que as autoridades europeias ainda estão analisando a documentação técnica apresentada pelo país.
Avanços nas negociações
Segundo o Mapa, o Brasil não solicitou alterações nas regras sanitárias da União Europeia, reafirmando seu compromisso em cumprir os critérios estabelecidos pelos mercados importadores. Essa postura é fundamental para manter as exportações de produtos de origem animal, que alcançam mais de 150 países.
A documentação enviada à Comissão Europeia inclui informações detalhadas sobre os mecanismos de fiscalização e controle do sistema brasileiro. As cadeias de carne bovina, aves, ovos, mel e produtos da pesca estão entre os setores abordados, com ênfase em rastreabilidade e monitoramento.
O governo brasileiro defende que a confiança entre as autoridades sanitárias é essencial para as relações comerciais internacionais. Nesse contexto, é responsabilidade dos sistemas oficiais garantir que as normas sejam cumpridas e certificar apenas os produtos que atendam às exigências do mercado de destino.
O Mapa também considera inadequada a exigência de comprovação antecipada da implementação de medidas que são executadas ao longo do processo produtivo. Para o órgão, a fiscalização deve ocorrer antes da certificação para exportação, garantindo a segurança alimentar.
É importante destacar que a permanência do Brasil na lista de exportadores autorizados pela União Europeia não garante o embarque automático de todos os produtos. O reconhecimento do sistema de controle sanitário é um passo importante, mas as autoridades devem certificar apenas os produtos que atendem às normas exigidas no momento da exportação.











