A agropecuária brasileira encerrou abril de 2026 com uma perda de 8.378 vagas formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este resultado negativo fez do setor o mais afetado no país durante o mês, refletindo a desmobilização das atividades nas lavouras de soja e laranja.
A cultura da soja foi a principal responsável pela redução de postos de trabalho, com um saldo negativo de 5.048 vagas. A laranja também contribuiu para essa queda, com a perda de 1.799 empregos. Além disso, a cultura da maçã também apresentou retração no período, evidenciando a sazonalidade das atividades agrícolas.
Impactos no Mercado de Trabalho e na Economia
Apesar da retração no agronegócio, o mercado formal brasileiro conseguiu registrar a criação de 85.888 novos empregos em abril. No entanto, esse número ficou abaixo das expectativas do mercado, que previa a geração de pelo menos 130 mil vagas. O comércio também enfrentou dificuldades, fechando 8.114 postos de trabalho.
Por outro lado, o setor de serviços se destacou, liderando a criação de empregos com 69.601 novas vagas. A construção civil e a indústria também apresentaram resultados positivos, com 23.525 e 9.256 novos postos, respectivamente. Essa dinâmica mostra uma recuperação em outros setores, mesmo com o agronegócio enfrentando desafios.
No acumulado de 2026, o agronegócio ainda mantém um saldo positivo, com a criação de 6.760 vagas formais entre janeiro e abril. As culturas que mais contribuíram para esse resultado foram o café, com 6.240 novos postos, seguido pela maçã e pelo alho, que também apresentaram crescimento no número de empregos.
Embora o agronegócio tenha enfrentado um mês difícil, ele ainda se mostra relevante na economia brasileira. O setor de serviços, no entanto, continua a liderar a geração de empregos, com mais de 451 mil vagas criadas até agora. Essa situação ressalta a importância de diversificação e inovação no campo para enfrentar as flutuações do mercado.
Os dados do Caged também revelam que a maioria das unidades da Federação teve um desempenho positivo na geração de empregos em abril. São Paulo se destacou, com a criação de 20.202 postos, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Entretanto, estados como Alagoas e Rio Grande do Sul enfrentaram perdas significativas, refletindo a desigualdade regional no mercado de trabalho.











