A Agrodefesa e a CropLife Brasil lançaram um guia inovador voltado para a preservação das abelhas, essencial para a polinização no agronegócio. O “Guia de Boas Práticas Agrícolas para Preservação dos Polinizadores” visa conscientizar e capacitar produtores rurais sobre a importância desses insetos na produção de alimentos e na sustentabilidade agrícola.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, mais de 75% das culturas agrícolas dependem da polinização realizada por abelhas. Com isso, o guia busca promover um equilíbrio entre a produtividade agrícola e a preservação ambiental, destacando a necessidade de práticas sustentáveis no campo.
Cadastro de apiários é fundamental
Um dos pontos-chave do guia é a importância do cadastro de apiários junto à Agrodefesa. O cadastramento permite um mapeamento eficaz da atividade apícola em Goiás, contribuindo para o monitoramento sanitário e a saúde das colmeias. Essa ação é vital para garantir a qualidade dos produtos apícolas e a proteção dos polinizadores.
Além disso, o guia enfatiza a obrigatoriedade da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para a movimentação de colmeias. A comunicação imediata sobre mortalidades anormais de abelhas também é destacada como uma prática essencial para a saúde do setor.
Uso responsável de insumos agrícolas
O guia também apresenta recomendações sobre o uso responsável de defensivos agrícolas. Com uma seção dedicada a “9 práticas de campo que protegem as abelhas”, a publicação orienta sobre o manejo adequado e a adoção de tecnologias que minimizam os impactos sobre os polinizadores.
De acordo com especialistas, a capacitação técnica é crucial para garantir que os insumos agrícolas sejam utilizados de forma segura e sustentável. A proteção das abelhas não apenas preserva a biodiversidade, mas também assegura a produtividade agrícola a longo prazo.
O lançamento do guia é uma das ações do Acordo de Cooperação Técnica nº 05/2021 entre a Agrodefesa e a CropLife Brasil. Essa parceria visa promover práticas agrícolas sustentáveis e fortalecer a educação sanitária, refletindo a crescente preocupação com a proteção dos polinizadores no agronegócio brasileiro.











