O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, criticou as ofensas proferidas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, durante uma convenção partidária no último sábado (26). As declarações de Milei, que atacaram diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, geraram repercussão negativa e foram consideradas uma intromissão nos assuntos internos do Brasil.
Em uma entrevista realizada em São Paulo, Alckmin afirmou que a postura do líder argentino é “absolutamente grosseira” e lamentou que um presidente de um país vizinho, que faz parte do Mercosul, se envolva em questões eleitorais de outra nação.
Reações do governo brasileiro
O vice-presidente não se posicionou diretamente sobre possíveis impactos nas relações comerciais entre Brasil e Argentina. No entanto, destacou que o Brasil é o maior comprador de produtos argentinos, o que reforça a importância da parceria comercial entre os dois países.
Durante a convenção, Milei se referiu a Lula como “presidiário” e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, chamando-o de “lixo careca”. Essas declarações foram vistas como uma provocação e geraram descontentamento no governo brasileiro.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou o embaixador argentino, Daniel Raimondi, para expressar a repulsa do Brasil às ofensas feitas por Milei. A situação continua em apuração, e o governo brasileiro avalia as consequências desse episódio nas relações bilaterais.
As declarações de Milei e a reação do governo brasileiro refletem um momento delicado nas relações entre os dois países, que historicamente mantêm laços estreitos. O desdobramento dessa situação será acompanhado de perto por analistas e pela população.











