A Justiça de Goiás determinou que o cantor Amado Batista pague uma pensão mensal aos pais do menino de 3 anos que morreu afogado em sua propriedade. O incidente ocorreu em uma fazenda do artista localizada em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia.
A nova obrigação financeira se soma à condenação anterior, onde o músico já havia sido sentenciado a pagar R$ 453 mil por danos morais. A decisão foi assinada pelo juiz Leonardo de Camargos Martins e publicada em 15 de junho.
Como funcionará o pagamento da pensão
Segundo a sentença, Amado Batista deverá pagar uma pensão mensal equivalente a dois terços de 70% do salário mínimo vigente. Este repasse começará na data em que a criança completaria 14 anos e se estenderá até os 25 anos.
Após esse período, o valor da pensão será reduzido para um terço de 70% do salário mínimo. O pagamento seguirá ativo até a expectativa de vida da vítima, conforme a tabela do IBGE, ou até o falecimento dos pais.
O juiz enfatizou que a indenização tem um caráter pedagógico, visando evitar que tragédias semelhantes ocorram no futuro. Ele também ressaltou que a perda de um filho é uma das maiores dores que alguém pode enfrentar.
Justiça aponta culpa concorrente
Na análise do caso, o juiz concluiu que houve culpa concorrente. Embora tenha apontado falhas dos pais na vigilância, destacou que o dono da fazenda tinha a responsabilidade de garantir a segurança do local.
Uma piscina sem barreiras de proteção foi considerada um risco previsível para crianças. Medidas simples poderiam ter evitado o acidente, e a Justiça atribuiu 70% da culpa a Amado Batista e 30% aos pais.
Defesa do cantor vai recorrer
A defesa de Amado Batista anunciou que irá recorrer da decisão. Os advogados afirmaram que respeitam a dor da família, mas discordam da sentença, alegando que não houve provas de pedidos prévios para cercar a piscina.
Além disso, a equipe jurídica argumentou que houve cerceamento de defesa, uma vez que um pedido de perícia técnica na propriedade foi negado pelo juiz. O caso continua a gerar repercussão nas redes sociais, levantando discussões sobre segurança em propriedades particulares.











