A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) manifestou descontentamento após declarações do presidente Lula (PT) que associaram a indicação de um candidato para o governo estadual a milicianos. A fala ocorreu durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, no último sábado, 23 de maio.
Durante o evento, Lula comentou sobre o processo de sucessão do atual governador, Cláudio Castro, afirmando que se a Alerj indicasse um nome, poderia resultar na escolha de um “miliciano”. A declaração gerou repercussão imediata entre os parlamentares fluminenses.
Reação da Alerj
Em resposta, a Alerj, presidida pelo deputado Douglas Ruas (PL), destacou que espera respeito das autoridades, incluindo do presidente da República. A assembleia classificou como “inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos”.
Ruas também criticou as declarações de Lula, afirmando que o presidente desrespeitou o povo do Rio de Janeiro com ataques generalizados. O deputado ressaltou que tanto Lula quanto o prefeito Eduardo Paes não têm moral para dar lições sobre o combate ao crime organizado.
O episódio levanta questões sobre a relação entre o governo federal e as assembleias estaduais, especialmente em um momento em que a segurança pública é um tema central no debate político. A declaração de Lula pode impactar a percepção da população sobre a Alerj e suas funções.
Além disso, a troca de farpas entre o presidente e os parlamentares fluminenses pode acirrar os ânimos em um cenário político já polarizado. A expectativa é que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas, à medida que as partes envolvidas respondem às críticas.











