O mercado brasileiro de algodão enfrenta um momento de enfraquecimento na comercialização da pluma, com a liquidez do mercado físico em queda e preços domésticos recuando. Essa análise, realizada pela Safras & Mercado, revela um cenário desafiador para os produtores, mesmo com o avanço das exportações e a colheita da safra 2025/26 em andamento.
Preços da pluma recuam no mercado físico
Na última quinta-feira (25), em Rondonópolis (MT), um dos principais polos do algodão no Brasil, a pluma foi negociada a R$ 129,06 por arroba, o que representa uma queda em relação à semana anterior, quando o preço era de R$ 131,14. No mercado CIF São Paulo, o algodão girou em torno de R$ 4,09 por libra-peso, mostrando um recuo de 1,21% em comparação ao período anterior.
Esse descolamento entre os preços internos e os internacionais reflete um ambiente de negócios mais lento no mercado físico, o que pode impactar diretamente a rentabilidade dos produtores. A queda nos preços pode levar a uma revisão das estratégias de comercialização e planejamento das lavouras.
Exportações de algodão crescem 57% em junho
Apesar da pressão no mercado interno, as exportações de algodão brasileiro continuam a apresentar um desempenho robusto. Em junho, o país exportou 146,845 mil toneladas, com uma média diária de 10,488 mil toneladas, resultando em uma receita de US$ 235,706 milhões.
Esse crescimento de 57,9% no volume exportado em relação ao mesmo período do ano anterior indica uma forte demanda internacional pela pluma brasileira. Para os produtores, essa tendência pode significar oportunidades de mercado, mesmo diante da instabilidade nos preços internos.
Colheita da safra 2025/26 avança no Brasil
No campo, a colheita da safra 2025/26 de algodão já atinge 2,8% da área nos sete principais estados produtores, conforme dados da Conab. Embora o avanço seja modesto em comparação ao ano passado, quando o índice era de 4%, ele está alinhado com a média dos últimos cinco anos.
O ritmo atual da colheita reflete as condições climáticas e a janela de colheita nas áreas produtoras. Para os agricultores, acompanhar essas variáveis é crucial para maximizar a produtividade e garantir a qualidade da pluma, que é essencial para o setor têxtil e para a economia regional.











