O mercado brasileiro de algodão enfrenta um momento desafiador, com a comercialização em ritmo lento e uma pressão significativa sobre os preços. Na última semana, a indústria reduziu suas bases de compra, enquanto os produtores adotaram uma postura cautelosa, aguardando melhores oportunidades de venda.
As negociações têm sido pontuais, com as tradings priorizando contratos da safra 2027. A indústria, por sua vez, está focada em atender suas necessidades imediatas, o que reflete a atual dinâmica do mercado.
Preços do algodão em queda
Em Rondonópolis (MT), um dos principais polos do setor, a pluma de algodão foi negociada a R$ 128,90 por arroba, uma queda de R$ 1,80 em relação à semana anterior. No mercado CIF São Paulo, os preços também recuaram, passando de R$ 4,10 para R$ 4,07 por libra-peso, uma retração de 0,73%.
A diminuição nos preços está atrelada à baixa demanda interna e à estratégia mais seletiva dos compradores. Essa situação gera um ambiente de incerteza para os produtores, que preferem não ampliar a oferta imediata de algodão.
Avanço da colheita e suas implicações
Apesar da desaceleração nas vendas, a colheita da safra 2025/26 avança nas principais regiões produtoras. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que 12,8% da área cultivada já foi colhida, um aumento considerável em relação à semana anterior.
Esse avanço na colheita pode aumentar a disponibilidade de algodão no mercado, influenciando os preços a curto prazo. No entanto, o comportamento da demanda, especialmente da indústria têxtil, será crucial para determinar a continuidade dessa tendência.
As perspectivas para o algodão brasileiro nos próximos dias indicam que o setor deve acompanhar de perto o avanço da colheita, a evolução da demanda interna e as cotações internacionais. Com um cenário de negócios mais seletivo, a expectativa é que os preços se ajustem conforme o equilíbrio entre oferta e consumo.











