Após a crise envolvendo o caso Vorcaro, o coordenador de comunicação Marcello Lopes deixou a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República. A decisão foi anunciada na quarta-feira, 19 de maio de 2026, e ocorre em um momento delicado para a campanha do senador.
A saída de Lopes se dá após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Em sua nota de despedida, Marcello, conhecido como Marcelão, afirmou que optou por priorizar seus negócios e focar em sua empresa, a Cálix Propaganda.
A permanência de Lopes na campanha se tornou insustentável devido à crise que se intensificou com a falta de clareza nas comunicações do pré-candidato. Críticas de integrantes do PL e de partidos aliados apontaram para versões desencontradas apresentadas por Flávio em entrevistas, além da demora em esclarecer sua relação com Vorcaro.
Impacto na Campanha
A saída de um coordenador de comunicação em um momento tão crítico pode ter repercussões significativas na estratégia da pré-campanha. A escolha de Eduardo Fischer, um publicitário com experiência em campanhas de grande visibilidade, busca trazer uma nova abordagem para a comunicação de Flávio Bolsonaro.
Fischer já foi responsável por campanhas de destaque, como a de Álvaro Dias, do Podemos, em 2018, e pela famosa ação “número 1” da Brahma durante a Copa do Mundo de 1994. Sua experiência pode ser crucial para reverter a imagem da campanha e restaurar a confiança do eleitorado.
Com a mudança na coordenação de comunicação, a expectativa é que a campanha de Flávio Bolsonaro adote uma postura mais transparente e proativa. O desafio será lidar com as consequências da crise anterior e reconquistar a credibilidade diante dos eleitores.
O desdobramento dessa situação será acompanhado de perto, uma vez que a pré-campanha se intensifica e a corrida eleitoral se aproxima. A habilidade de Fischer em gerenciar a comunicação poderá ser um fator determinante para o sucesso ou fracasso da candidatura de Flávio Bolsonaro.











