Autoridades sanitárias da Argentina confirmaram a presença de hantavírus em roedores na Terra do Fogo, mas destacaram que essa variante é distinta da que causou um recente surto em um cruzeiro. O Ministério da Saúde argentino divulgou a informação nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, após análises realizadas pelo Instituto de Virologia Malbrán.
A investigação revelou que os roedores da Terra do Fogo não foram a fonte do surto que resultou em três mortes a bordo do cruzeiro “MV Hondius”. O surto, que gerou uma emergência sanitária, teve início em abril, quando um passageiro faleceu em alto-mar, seguido por outros dois casos fatais.
Impacto do Hantavírus e Contexto Internacional
O hantavírus é uma doença rara, sem vacina disponível, que pode ser transmitida principalmente pelo rato-de-cauda-longa. A variante identificada na Terra do Fogo é considerada uma nova cepa, mas não está relacionada aos casos humanos do surto, que envolveu a cepa Andes, endêmica no sul do Chile e da Argentina.
A Terra do Fogo, que nunca havia registrado casos de hantavírus desde a obrigatoriedade de notificação em 1996, agora se vê em um novo cenário de vigilância sanitária. A descoberta pode gerar preocupações sobre a saúde pública na região e a necessidade de monitoramento contínuo.
O surto no cruzeiro levou a quarentenas em vários países e a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou cerca de 13 infectados. O caso inicial envolveu um turista holandês que havia viajado por diversas províncias argentinas e regiões do Chile e Uruguai antes de embarcar.
As autoridades argentinas estão atentas à situação e realizaram uma missão em Ushuaia, onde capturaram 144 roedores para análise. Embora tenham encontrado anticorpos específicos contra hantavírus em alguns exemplares, não foram identificados ratos da espécie associada ao surto.
Com a nova variante sendo considerada não descrita anteriormente, as investigações continuam para entender melhor a dinâmica do vírus e suas implicações. O monitoramento da saúde pública na Argentina e em países vizinhos se torna essencial para evitar novos surtos e proteger a população.











