Artista Yayoi Kusama, conhecida pelas bolinhas e salas de espelhos, morre aos 97 anos
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Artista Yayoi Kusama, conhecida pelas bolinhas e salas de espelhos, morre aos 97 anos

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A artista japonesa Yayoi Kusama morreu aos 97 anos, em 14 de agosto, em um hospital de Tóquio. A morte foi anunciada nesta quarta-feira (26) pelo museu que leva seu nome. A causa não foi informada.

Conhecida pelas obras cobertas de bolinhas, pelas abóboras e pelas instalações de espelhos que criam a sensação de infinito, Kusama continuou pintando até os últimos dias de vida, segundo comunicado do Yayoi Kusama Museum e da Yayoi Kusama Foundation.

Na mensagem, as instituições também afirmaram que a artista manteve até o fim a crença de que o amor poderia salvar o mundo.

Obras que fizeram de Kusama um fenômeno mundial

O trabalho de Yayoi Kusama passou por pintura, escultura, instalações, performances, literatura e poesia. A estética baseada na repetição de pontos e na multiplicação de imagens transformou a artista em uma das japonesas mais reconhecidas internacionalmente.

Entre suas criações mais conhecidas estão as chamadas Infinity Mirror Rooms. Os ambientes revestidos de espelhos multiplicam luzes, objetos e reflexos, criando a impressão de que o espaço não tem fim.

A primeira instalação desse tipo surgiu em 1965, em Nova York. Nas décadas seguintes, Kusama criou outras versões e levou a experiência a museus de diferentes países. As salas se tornaram especialmente populares com a expansão do Instagram, quando fotografias feitas dentro das instalações passaram a circular em larga escala.

As bolinhas também se tornaram uma marca da artista. Elas aparecem em pinturas, esculturas, objetos e instalações, muitas vezes cobrindo completamente superfícies e alterando a percepção de tamanho e profundidade. As abóboras amarelas com pontos pretos são outro elemento reconhecível de sua produção.

De Matsumoto a Nova York

Yayoi Kusama nasceu em 22 de março de 1929, em Matsumoto, no Japão. Ela começou a pintar ainda criança e relatou ter experiências visuais e auditivas que mais tarde seriam incorporadas ao seu trabalho artístico.

Em 1957, aos 27 anos, mudou-se para os Estados Unidos e se estabeleceu em Nova York no ano seguinte. A cidade era dominada por uma cena artística masculina, na qual Kusama passou a apresentar pinturas abstratas formadas por redes e padrões repetitivos.

Sua série Infinity Nets chamou a atenção de artistas como Donald Judd e a colocou no circuito de vanguarda nova-iorquino.

Durante os anos 1960, Kusama também produziu esculturas, instalações e performances. Ela organizou intervenções públicas e protestos contra a Guerra do Vietnã, além de trabalhos que confrontavam tabus sobre sexualidade e o corpo.

Retorno ao reconhecimento

Depois de retornar ao Japão, em 1973, Kusama enfrentou um período de afastamento da arte internacional. Em 1977, passou a viver em uma instituição psiquiátrica em Tóquio, mantendo um estúdio próximo ao local e continuando a produzir.

A carreira da artista ganhou novo impulso a partir do fim dos anos 1980. Em 1993, ela representou o Japão na Bienal de Veneza com uma exposição individual, em um marco importante de sua trajetória internacional.

A partir daí, suas obras passaram a ocupar grandes museus e exposições ao redor do mundo. Kusama também levou sua estética para além das galerias, em colaborações com marcas de moda e produtos licenciados.

Em 2017, foi inaugurado em Tóquio o Yayoi Kusama Museum, dedicado à preservação e à divulgação de sua obra. O espaço mantém exposições regulares e continua funcionando após a morte da artista.

A exposição KUSAMA’s POP, atualmente em cartaz no museu, seguirá até domingo (30), conforme o comunicado oficial sobre a morte.

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