Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um ato na noite de quarta-feira, 13 de maio de 2026, no centro da capital paulista, em busca de diálogo com a reitoria. A manifestação ocorre em meio a uma greve que já dura quase um mês, com demandas que incluem melhorias nas políticas de permanência estudantil e o fim da terceirização dos restaurantes universitários.
Os universitários exigem também um diálogo contínuo sobre a gestão dos espaços estudantis, priorização da educação e a reversão dos cortes no orçamento da universidade. Heitor Vinícius, estudante de Ciências Sociais e membro do comando de greve do Diretório Central dos Estudantes, destacou a importância da mobilização pacífica e a necessidade de uma mesa de negociação.
Reunião com a Reitoria
A reitoria da USP foi contatada e anunciou a criação de uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional. O objetivo é abrir um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil. A primeira reunião da comissão será agendada em breve, conforme informado pela universidade.
Na semana passada, o movimento estudantil chegou a ocupar a reitoria no campus da Cidade Universitária, mas o local foi reintegrado no último domingo. Estudantes relataram abusos por parte da força policial durante a ação de reintegração.
Os protestos, que agora se concentram na Avenida Paulista e Praça Roosevelt, também contam com o apoio de professores municipais que reivindicam reajuste salarial. A união das pautas entre estudantes e professores reflete uma mobilização mais ampla contra a privatização do serviço público e a precarização da educação.
Até o momento, a situação continua em apuração, com os estudantes mantendo a pressão por suas reivindicações. A expectativa é que o diálogo com a reitoria possa trazer avanços nas questões levantadas pelos manifestantes.











