O Serviço Meteorológico da Austrália anunciou nesta terça-feira (16) que o fenômeno climático El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar, tornando-se um dos mais fortes das últimas sete décadas. As previsões indicam que esse evento pode trazer chuvas excessivas para as Américas e condições de calor e seca na Ásia.
As consequências do El Niño são preocupantes, especialmente para a agricultura na Ásia, onde o plantio já está sendo afetado, levantando alarmes sobre o abastecimento de alimentos na região mais populosa do mundo.
Impactos e Expectativas
Os meteorologistas destacam que as temperaturas da superfície do mar na região já ultrapassaram os limites típicos do El Niño. Todos os indicadores atmosféricos confirmam a formação do fenômeno, que pode ter impactos significativos.
“As previsões apontam para um El Niño forte a muito forte, com base na extensão do aquecimento no Pacífico tropical central”, informou o Serviço de Meteorologia. Cerca de metade dos modelos climáticos sugere que o evento pode atingir picos entre os mais altos observados desde 1950.
Cientistas alertam que as mudanças climáticas podem intensificar os efeitos do El Niño deste ano, aumentando a severidade das condições climáticas extremas.
O fenômeno é particularmente prejudicial para a Austrália, afetando a produção agrícola do país, que é um dos maiores exportadores mundiais de trigo, açúcar e carne bovina. O último El Niño, que ocorreu entre 2023 e 2024, resultou no período de três meses mais seco já registrado na região.
Eventos anteriores, como o intenso El Niño de 2015 e 2016, causaram secas severas e impactaram negativamente a produção de grãos e oleaginosas. A situação atual requer monitoramento constante, visto que os desdobramentos ainda estão em apuração.











