A autoridade eleitoral peruana confirmou oficialmente o segundo turno entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, marcado para o dia 7 de junho. A decisão foi anunciada após a conclusão da apuração das eleições de 12 de abril, onde Fujimori obteve 17,1% dos votos e Sánchez 12%.
O presidente do Júri Nacional de Eleições (JNE), Roberto Burneo, destacou que os candidatos que obtiveram as maiorias relativas foram os dois. O ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, ficou em terceiro lugar, com 11,9%, e já anunciou que contestará os resultados, alegando fraude e corrupção.
Contexto Político e Desafios
A eleição no Peru ocorre em um cenário de instabilidade política, com o país tendo trocado de presidente oito vezes desde 2016. A maioria dos líderes enfrentou denúncias de corrupção, o que contribui para a desconfiança da população nas instituições.
Além disso, a crise de segurança no Peru se agrava, com o aumento da violência e do crime organizado. Esses fatores tornam o ambiente eleitoral ainda mais tenso, refletindo a polarização entre os candidatos.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, já disputou a presidência em outras três ocasiões. Por outro lado, Roberto Sánchez, ex-ministro de Pedro Castillo, enfrenta problemas legais, com o Ministério Público pedindo sua prisão por supostas irregularidades em declarações de campanha.
A campanha para o segundo turno promete ser acirrada, lembrando a disputa de 2021 entre Fujimori e o então candidato Pedro Castillo. A polarização política no Peru pode ter repercussões diretas para o Brasil, especialmente em questões de segurança e imigração, considerando a proximidade geográfica e as relações entre os países.
Com a realização do segundo turno, a atenção internacional se volta para o Peru, onde a escolha do próximo presidente pode influenciar não apenas a política interna, mas também a dinâmica regional na América do Sul.











