A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve avaliar nesta quarta-feira (13) o recurso da Ypê contra a decisão que suspendeu a fabricação e o recolhimento de alguns produtos de limpeza da marca. Essa ação foi tomada após uma inspeção sanitária identificar irregularidades graves na unidade da empresa em Amparo, São Paulo.
Embora o recurso tenha suspendido temporariamente os efeitos da resolução da Anvisa, a recomendação é que consumidores e comerciantes evitem o uso e a venda dos produtos afetados. O alerta se aplica a detergentes lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes com lotes terminados em 1.
A decisão da Anvisa foi baseada em uma força-tarefa realizada no final de abril, que envolveu técnicos da agência e da Vigilância Sanitária de São Paulo. O relatório apontou problemas em áreas essenciais para a segurança dos produtos, como corrosão em equipamentos e falhas no controle de qualidade, além de resultados microbiológicos fora dos padrões, com a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em 80 lotes de produtos acabados.
A Anvisa destacou que as irregularidades representam um descumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF), comprometendo o controle microbiológico e aumentando o risco de contaminação. A presença de bactérias em produtos de limpeza pode causar irritações na pele e nos olhos, além de problemas respiratórios, especialmente em idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
As autoridades sanitárias recomendam que os consumidores verifiquem a numeração dos lotes nas embalagens antes de utilizá-los. Supermercados e outros estabelecimentos comerciais também foram orientados a retirar os produtos afetados das prateleiras até que o recurso seja julgado.
A Ypê, por sua vez, afirmou que a medida da Anvisa se aplica apenas a produtos específicos com lote final 1 e que os demais itens continuam liberados para venda. A fabricante ressaltou seu compromisso com a segurança e qualidade de seus produtos, que estão no mercado há 75 anos.











