Bactérias naturais da macadâmia no combate a doenças agrícolas
Imagem: Reprodução
Agro Uberlândia e Região

Bactérias naturais da macadâmia no combate a doenças agrícolas

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Pesquisas recentes realizadas pela Universidade Estadual Paulista, em colaboração com a QueenNut e a Embrapa Meio Ambiente, revelaram que bactérias naturais presentes na macadâmia podem ser aliadas eficazes no combate a doenças que afetam essa cultura. Os estudos identificaram microrganismos como Serratia ureilytica e Bacillus subtilis com potencial para controle biológico, oferecendo uma alternativa sustentável para a proteção dos pomares.

Impacto das bactérias na produção de macadâmia

As investigações focaram em dois problemas fitossanitários significativos: a queima dos racemos e a podridão do tronco. Essas doenças não apenas reduzem a produtividade, mas também afetam a durabilidade das plantas e os resultados financeiros dos produtores, que têm visto a macadâmia ganhar espaço no mercado nacional.

O trabalho é parte da tese de doutorado do pesquisador Marcos Abreu, orientado por Bernardo Halfeld, da Embrapa. Os estudos avançaram a partir de um levantamento iniciado em 2018, que mapeou as principais doenças em áreas comerciais de macadâmia na principal região produtora do Brasil, contribuindo para um diagnóstico mais preciso e inédito sobre os patógenos da cultura.

Com a crescente demanda do mercado por práticas agrícolas que reduzam o uso de defensivos químicos, os pesquisadores buscam alternativas de manejo mais sustentáveis. A identificação de bactérias benéficas pode ser um passo importante para atender a essa demanda, promovendo uma produção mais saudável e ecologicamente correta.

Uma das linhas de pesquisa focou na queima dos racemos, causada pelo fungo Cladosporium xanthochromaticum, que compromete a formação dos frutos. Os cientistas testaram 104 isolados bacterianos obtidos das flores da macadâmia, e os resultados mostraram que Serratia ureilytica e Bacillus subtilis foram os mais eficazes na redução da incidência da doença.

Outro estudo abordou a podridão do tronco, provocada pelo fungo Lasiodiplodia pseudotheobromae, que causa danos severos à planta. Testes com mudas enxertadas revelaram que espécies do gênero Bacillus, como Bacillus velezensis e Bacillus subtilis, demonstraram capacidade de reduzir lesões e, assim, proteger as plantas.

Essas bactérias atuam produzindo metabólitos antifúngicos que inibem o avanço do patógeno, reforçando a viabilidade do controle biológico como uma estratégia sustentável para a produção de macadâmia no Brasil. Essa inovação não apenas beneficia os produtores, mas também contribui para uma cadeia produtiva mais responsável e alinhada com as exigências do mercado atual.

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