A valorização da carne bovina fez com que Barretos recuperasse a liderança do agronegócio paulista em 2025. Com um Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 10,2 bilhões, a região se destacou novamente no ranking estadual, posição que já havia conquistado em anos anteriores.
Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), que analisa o desempenho das 40 regionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em São Paulo. O estudo revela que as dez principais regionais geraram, juntas, R$ 73,62 bilhões, correspondendo a 42,2% de toda a produção agropecuária do estado.
Impacto da alta do boi gordo na economia regional
A expressiva valorização da carne bovina, que teve um aumento médio de 17,9% nos preços recebidos pelos pecuaristas, foi o principal fator para a mudança no ranking. Esse crescimento não apenas beneficiou Barretos, mas também fortaleceu outras regiões ligadas à pecuária, como General Salgado e Ourinhos, que avançaram em suas posições no cenário estadual.
Enquanto a pecuária se fortaleceu, culturas tradicionais como a cana-de-açúcar e a laranja enfrentaram dificuldades. A desvalorização desses produtos impactou negativamente o faturamento de importantes polos agrícolas, resultando na saída de Araraquara e Avaré do grupo das dez maiores economias do estado.
Apesar das oscilações de mercado, os produtos destinados à indústria continuam sendo o principal motor do agronegócio paulista. Em 2025, esse segmento movimentou R$ 79,8 bilhões, com a cana-de-açúcar liderando o faturamento, seguida pela laranja para indústria e café beneficiado.
A produção de grãos e fibras também desempenha um papel significativo, com a soja e o milho se destacando. Esses produtos são essenciais para a economia rural, representando uma parte considerável do VPA do estado e contribuindo para a sustentabilidade do setor.
O levantamento evidencia que as mudanças no mercado estão redefinindo a geografia econômica do agronegócio paulista. A recuperação de Barretos como líder estadual ressalta a importância da pecuária de corte na geração de renda e na dinâmica do setor agropecuário.











