A Belterra Agroflorestas está em uma nova fase de expansão, após seis anos de estruturação técnica e financeira. A empresa agora se prepara para um crescimento escalável, impulsionado por uma rodada de investimento inédita no setor de agroflorestas verticalizadas, com foco na produção de cacau e na geração de créditos de carbono.
Com a entrada de investidores como Bold.t, Rise, Ecosia e MOV Investimentos, a companhia espera levantar até R$ 75 milhões nesta rodada inicial. Esse aporte faz parte de um plano mais amplo que pode movimentar cerca de R$ 340 milhões nos próximos anos, visando a conversão de pastagens degradadas em Sistemas Agroflorestais (SAFs).
Impacto no mercado e na produção rural
Atualmente, a Belterra atua em cerca de 2,5 mil hectares de SAFs nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica, abrangendo estados como Pará, Mato Grosso, Rondônia e Bahia. O investimento representa um marco importante, sendo o primeiro de equity em uma operação agroflorestal verticalizada, o que sinaliza uma maturidade crescente desse modelo no mercado de impacto e sustentabilidade.
Além do aporte financeiro, a empresa também fortaleceu sua governança corporativa, criando um conselho e adotando estruturas de gestão mais robustas. Essa mudança visa garantir um crescimento mais previsível e disciplinado, alinhando a expansão produtiva com um retorno sustentável a longo prazo.
O cacau é o principal vetor da estratégia de crescimento da Belterra, com a meta de produzir 37,5 mil toneladas anuais até 2035. Para isso, a empresa investe na ampliação de sua infraestrutura agrícola, incluindo um novo viveiro com capacidade para 2 milhões de mudas por ano, aumentando a capacidade total para 3 milhões até 2028.
Essa expansão também deve gerar um impacto significativo no mercado de trabalho, com a previsão de criação de 1.500 empregos diretos e mais de 1.000 indiretos ao longo da cadeia produtiva. Assim, a Belterra não apenas contribui para a produção de cacau, mas também para o desenvolvimento econômico regional.
Com um modelo agroflorestal que integra produção agrícola e regeneração ambiental, a Belterra projeta capturar cerca de 500 mil toneladas de carbono até 2030. Em 30 anos, a expectativa é alcançar 4,5 milhões de toneladas, ampliando a resiliência produtiva e mitigando riscos climáticos.
Por meio de parcerias estratégicas, a empresa fortalece sua estrutura de crescimento, com apoio de entidades como a Vale Carbono e a Cargill. A Belterra se posiciona, assim, como uma plataforma que combina valor econômico e impacto socioambiental, respondendo à demanda por sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes.











